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Margarida C.
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Quote: 'se deus quiser / um dia eu quero ser índio / viver pelado / pintado de verde / num eterno domingo'




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Conexão Lisboa-Manaus


Faltam apenas para a Grande Dança das Tribos começar!


Assim: « ... como faz o mar!»

domingo, Julho 08, 2007
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Foto de Margarida C. – Alegoria da Senhora das Águas (Amazonas, 2005)


Garimpeira da beleza te achei na beira de você me achar
Me agarra na cintura, me segura e jura que não vai soltar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio, não vou esquecer.
Eu que não sei quase nada do mar descobri que não sei nada de mim
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Me agarrei em seus cabelos, sua boca quente pra não me afogar
Tua língua correnteza lambe minhas pernas como faz o mar
E vem me bebendo toda me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio, não vou esquecer
Eu que não sei quase nada do mar descobri que não sei nada de mim

Maria Bethânia - "Eu Que Não Sei Nada do Mar"


posted by Margarida C. on 11:25 da manhã



«I want you to know one thing»

sexta-feira, Julho 06, 2007
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Foto de Margarida C. – Alegoria da Mãe Natureza (Amazonas, 2005)



I want you to know one thing.


You know how this is:
if I look
at the crystal moon, at the red branch
of the slow autumn at my window,
if I touch
near the fire
the impalpable ash
or the wrinkled body of the log,
everything carries me to you,
as if everything that exists:
aromas, light, metals,
were little boats that sail
toward those isles of yours that wait for me.

Well, now,
if little by little you stop loving me
I shall stop loving you little by little.

If suddenly
you forget me
do not look for me,
for I shall already have forgotten you.

If you think it long and mad,
the wind of banners
that passes through my life,
and you decide
to leave me at the shore
of the heart where I have roots,
remember
that on that day,
at that hour,
I shall lift my arms
and my roots will set off
to seek another land.

But
if each day,
each hour,
you feel that you are destined for me
with implacable sweetness,
if each day a flower
climbs up to your lips to seek me,
ah my love, ah my own,
in me all that fire is repeated,
in me nothing is extinguished or forgotten,
my love feeds on your love, beloved,
and as long as you live it will be in your arms
without leaving mine.

Pablo Neruda – "If You Forget Me"

posted by Margarida C. on 4:06 da tarde



Cross My Heart

segunda-feira, Julho 02, 2007
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Foto de V.M - DR (Matogrosso, 2007)


Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não passei ao pé do mar.

Sophia de Mello Breyner

posted by Margarida C. on 11:43 da manhã



Definições

sexta-feira, Junho 29, 2007
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Foto de Paula C. – "Half day and I'm still drinking my water"



O amor é sede depois de se ter bem bebido.

João Guimarães Rosa



posted by Margarida C. on 11:31 da manhã



Na soleira do velho tapiche

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O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.

Carlos Drummond de Andrade"O Mundo é Grande"



O projecto é agora, então, transformar em casa a velha fábrica de vassouras, que fica centrada à zona do velho porto franco, de frente para o Negro e o seu vai-e-vém de embarcações e navios escancarado à boca Atlântica. Morada temporária, com precisão de móveis, onde – segundo Ela me narra – «as marés bateram tanto que as janelas ficaram abertas para o sempre.»

posted by Margarida C. on 10:27 da manhã



Avançam as tribos, rumo ao Grande Ritual

quinta-feira, Junho 28, 2007
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Foto de Tati – 2006


Navegando o rio na direcção do último reduto Tupinambá, onde por altura mais ou menos coincidente com o Solistício de Verão, os povos se reunem para a Grande Dança das Tribos.

(...)

Como na canção de Jobim: «As praias desertas continuam / esperando por nós / A este encontro eu não devo faltar».

(...)

Escuto o coachar da noite, no lago do jardim fronteiro à casa. Os jacarandás transpirando um aroma mais discreto do que abaixo da linha tropicália. Ainda assim, um aroma!... E sou reverente a todas as formas de manifestação do que me é familiar. Reverente e atenta: por mais súbtis que se apresentem. Ninguém nos desvia do destino, é bem verdade. O destino é uma saia que se ajusta. De vez em quando se alarga ou estreita na volta da anca, mas sempre e só para melhor lhe vestir a curva!... Imagino esse pontilhado no breu que sinaliza o avanço dos povos ao longo das margens, rumo à Grande Ilha Sagrada onde se sucederão as três noites dos rituais em festa. Regresso à cama de rede pendurada sob a protecção do linólio e à amurada do barco. É meu o mesmo sopro húmido e fresco que com a madrugada desce pelas águas como um manto, um alívio de sereno feito unicamente e só para doar à pele esse doce e vago arrepio que a compensa do tórrido dos dias. Nessas ocasiões é possível escutar o rumor oco dos tambores, o rufar das batidas que parecem crescer de dentro da trepidante face arborizada do chão e chegar do coração da terra. Nessas ocasiões é possível não duvidar que nos cabe um rumo e que a todo o passo corresponde, sim, um caminho. No fundo no fundo sei que este será o segundo ano que estarei apenas aparentemente ausente da celebração tupinambarana!... Aparentemente, eu disse. Só muito "aparentemente", é certo. E ainda bem.


posted by Margarida C. on 12:49 da manhã



«Gosto de ti como quem gosta do Sábado»

segunda-feira, Junho 25, 2007
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Gosto de ti como quem gosta do Sábado,
Gosto de ti como quem abraça o fogo,
Gosto de ti como quem vence o espaço,
Como quem abre o regaço,
Como quem salta o vazio,
(...)

Gosto de ti como quem mata o degredo,
Gosto de ti como quem finta o futuro,
Gosto de ti como quem diz não ter medo,
Como quem mente em segredo,
Como quem baila na estrada,
Vestido feito de nada,
As mãos fartas do corpo,
(...)

Gosto de ti quando o teu corpo pedia,
Quando nas mãos me ardia,
Como silêncio na guerra,
Beijos de luz e de terra,
E num passado imperfeito,
Um fogo farto no peito
E um mundo longe de nós.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.

Pedro Abrunhosa"Ilumina-me"



posted by Margarida C. on 10:38 da manhã



«Amorenou»

sábado, Junho 23, 2007
Directo do Bataclan de "Dona Maria Machadão" (... lembra?!). Directo de 1975. Era tema da trilha sonora de Gabriela (essa mesmo!), a que vinha com cheiro de cravo e perfume de canela e que saiu inteira (curvas e bunda, incluídas!) do devaneio mais humano que literário do Mestre Jorge Amado. Bem sei que é pouco mais de um minutinho, o que agora se disponibiliza ao remember, mas ainda assim... Aproveite bem e, se acaso no final ainda souber a pouco, aperte o "replay" e incremente a dose.





Fafá de Belém – "Filho da Bahia"

posted by Margarida C. on 2:23 da tarde



Serena Saudade Sépia

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Foto de Luiz Sombra – "Pescadores" ( Lençóis Maranhenses)



As viagens agora são tão belas como eram dantes.
E um navio será sempre belo, só porque é um navio.
Viajar ainda é viajar e o longe está sempre onde esteve
– em parte nenhuma, graças a Deus!

Fernando PessoaOde Marítima



posted by Margarida C. on 1:44 da tarde

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